Blogue destinado a todos os que gostam do ambiente que se vive nas UCIs independentemente de exercerem nestes contextos. Pretendendo a partilha de experiencias de modo a que todos possamos desenvolver mais conhecimento ao serviço de todos...
Mostrar mensagens com a etiqueta stress. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta stress. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 15 de março de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
A PROPÓSITO DE EXAUSTÃO PROFISSIONAL ...
Em Saúde os Enfermeiros são das classes profissionais que provavelmente está mais sujeita a stress
que qualquer outra porque estão sempre lá, e por isso têm de lidar de forma mais envolvida com doentes e seus familiares e em simultâneo com as suas próprias emoções e conflitos em ambientes da prática onde se identificam muitas vezes como principais fontes de stress o predomínio do inesperado, o ambiente de crise, a incerteza, a morte ou possibilidade de morte, a sobrecarga de trabalho, má utilização de habilidades médicas e a falta de reconhecimento dos profissionais por parte das chefias de enfermagem, parceiros médicos e familiares. Todas estas fontes de stress, levam a manifestações no seio da equipa relacionadas com ansiedade, tensão, fadiga física e emocional o que implicará, falta de segurança na prestação de cuidados, pouco envolvimento nas relações com os utentes e seus familiares bem como entre os parceiros da equipa. Uma equipa stressada é uma equipa doente e por isso falha na humanização pela superficialidade com que presta cuidados, pelo afastamento que impõe, pela falta de comunicação, pelo predomínio das técnicas sobre as relações, pelos cuidados centrados na doença e nas técnicas e essencialmente medicocênctricas em detrimento do doente que deveria ser sim, o centro dos cuidados. Para cuidar é preciso ser cuidado. Esta humanização só será conseguida se os profissionais de enfermagem se humanizarem para humanizar as suas práticas.
que qualquer outra porque estão sempre lá, e por isso têm de lidar de forma mais envolvida com doentes e seus familiares e em simultâneo com as suas próprias emoções e conflitos em ambientes da prática onde se identificam muitas vezes como principais fontes de stress o predomínio do inesperado, o ambiente de crise, a incerteza, a morte ou possibilidade de morte, a sobrecarga de trabalho, má utilização de habilidades médicas e a falta de reconhecimento dos profissionais por parte das chefias de enfermagem, parceiros médicos e familiares. Todas estas fontes de stress, levam a manifestações no seio da equipa relacionadas com ansiedade, tensão, fadiga física e emocional o que implicará, falta de segurança na prestação de cuidados, pouco envolvimento nas relações com os utentes e seus familiares bem como entre os parceiros da equipa. Uma equipa stressada é uma equipa doente e por isso falha na humanização pela superficialidade com que presta cuidados, pelo afastamento que impõe, pela falta de comunicação, pelo predomínio das técnicas sobre as relações, pelos cuidados centrados na doença e nas técnicas e essencialmente medicocênctricas em detrimento do doente que deveria ser sim, o centro dos cuidados. Para cuidar é preciso ser cuidado. Esta humanização só será conseguida se os profissionais de enfermagem se humanizarem para humanizar as suas práticas.
Na perspectiva de Santos & Teixeira (2008), que no seu trabalho de validação da escala Nursing Stress Sacle à população portuguesa, concluem no seu estudo que para actuar na prevenção deste fenómeno é fundamental identificar e monitorizar as causas através da aplicação da referida escala aos enfermeiros em risco de vir a desenvolver este distúrbio. Esta escala identifica as causas de stress profissional divididas por quatro dimensões: O ambiente físico, onde está contemplada a causa, “carga de trabalho”; O ambiente psicológico, onde estão incluídos, “a morte e o morrer”, “preparação inadequada para lidar com as necessidades emocionais dos doentes e dos seus familiares”, “falta de apoio dos colegas”, “incerteza quanto aos tratamentos”; O ambiente social, onde estão incluídos, “conflitos com os médicos”, “conflitos com outros enfermeiros e com os chefes”; O ambiente de Desenvolvimento da Profissão, que tem a ver com o reconhecimento ou falta dele e com as expectativas dos profissionais. Pela aplicação da escala é possível no trabalhar da mesma, identificar pontos fortes e fracos na equipa, zonas onde é maior a vulnerabilidade e a partir daí definir um plano de intervenção para o grupo ou mesmo individualizado a uma equipa ou pessoa. As intervenções irão sempre de encontro às áreas que necessitam de maior investimento. É um instrumento constituído por 34 itens, muito fácil de preencher e que poderá ser uma mais-valia importante em termos da intervenção, gestão e controle de stress na equipa de enfermagem.
Para Turley, 2005, a natureza muitas vezes crítica dos cuidados, pouco pessoal para fazer face a contenção de despesas numa filosofia de fazer muito e bom com pouco e exigindo-se o que à partida não pode ser exigido, trabalho extraordinário inesperado mas frequente, horário rotativo que não tem em conta as alterações fisiológicas inerentes a este processo, pouco tempo de descanso entre um turno e outro, trabalhar de perto e diariamente com a morte e com o sofrimento humano, o risco de acidentes de trabalho sempre presente, maus relacionamentos com parceiros da equipa e com outros de outras classes profissionais, dificuldades de relacionamento com as chefias, avaliações injustas ou que não corresponderam às expectativas, a possibilidade de um erro fatal.
Segundo Milliken et al (2007), e do ponto vista das organizações de saúde, a ansiedade, o stress e o burnout dos enfermeiros são os principais responsáveis pela morbilidade e absentismo entre esta classe profissional e por isso é de todo desejável que os serviços implementem medidas, programas que visem o seu controlo ou mesmo erradicação, na medida em que o peso económico e a qualidade que cada vez mais se exige, assim o determinam. Para estes autores é fundamental agir sobre as causas deste stress e para isso, primeiro que tudo é preciso conhecê-las.
Para muitos outros autores seria importante que os gestores de enfermagem implementassem um programa de gestão de stress que tivesse em conta as seguintes linhas orientadoras:
- Reuniões de serviço onde se abordasse esta problemática sensibilizando para o problema;
- Possibilitar a presença na equipa de um profissional que proporcionasse apoio a nível individual ou em grupo;
- As chefias devem sempre que oportuno utilizar o reforço positivo como estratégia para motivar os seus profissionais;
- Monitorização sistemática do stress na equipa com aplicação de escalas e actuando sobre os indivíduos com níveis mais elevados com medidas adaptadas às alterações que já apresenta;
- Utilizar férias ou folgas como estratégia para afastar enquanto ainda possui mecanismos de defesa;
- Respeito pelas pausas para café e refeições;
- Proporcionar pausas aos indivíduos que aparentem estar mais stressados ou após uma situação emocionalmente difícil;
- Instruir os membros da equipa para o relaxamento e proporcionar por cada turno 5 minutos para o efeito;
- Proporcionar treino em comunicação;
- Aproveitar as reuniões de equipa para actividades pré-reunião que promovam o bem-estar e o riso, por exemplo;
- Programa de actividades de lazer extra serviço.
As chefias que se preocupam com a gestão do stress no seio da equipa, estão a contribuir para a qualidade de vida dos seus elementos e consequentemente a investir em qualidade de cuidados de enfermagem e cuidados seguros.
.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
AMBIENTE FÍSICO - CARGA DE TRABALHO - UMA AMEAÇA À SAÚDE MENTAL DOS ENFERMEIROS
O ambiente físico onde se desenvolve a acção dos enfermeiros, é rico em eventos que contribuem para o desgaste e que poêm diariamente à prova a capacidade de resistir às múltiplas agressões a que estamos sujeitos.
Desde os aspectos da organização dos cuidados (horários, alterações súbitas de horários) ao trabalho físico duro e às estratégias para o desenvolver (sistemas informáticos, planos de trabalho, etc..), todos estes aspectos devem ser tidos em conta por quem faz gestão operacional no sentido de facilitar ambientes de trabalho favoráveis à prática tendo em conta factores protectores à saúde mental dos intervenientes.
As pessoas são a maior riqueza das organizações, são o bem de maior valor...
Deixo aqui um Quadro Resumo.
São aspectos da nossa prática diária de cuidados que influenciam de sobremaneira na forma como estamos, como gerimos o nosso dia-a-dia...
Espero que gostem.... Interajam...
Desde os aspectos da organização dos cuidados (horários, alterações súbitas de horários) ao trabalho físico duro e às estratégias para o desenvolver (sistemas informáticos, planos de trabalho, etc..), todos estes aspectos devem ser tidos em conta por quem faz gestão operacional no sentido de facilitar ambientes de trabalho favoráveis à prática tendo em conta factores protectores à saúde mental dos intervenientes.
As pessoas são a maior riqueza das organizações, são o bem de maior valor...
Deixo aqui um Quadro Resumo.
São aspectos da nossa prática diária de cuidados que influenciam de sobremaneira na forma como estamos, como gerimos o nosso dia-a-dia...
Espero que gostem.... Interajam...
serviço
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Hérnia Discal Lombar: O Essencial
🧠 Hérnia Discal Lombar: O Essencial 📌 Definição A hérnia discal lombar ocorre quando o núcleo pulposo de um disco intervertebral se de...
-
ESCALA DE COMA FOUR A Escala Four (Full Outline of Unresponsiveness) é uma escala de coma que foi criada pel...
-
O uso de escalas de sedação nas UCIs são uma forma de garantir que o objectivo terapêutico - sedação - é atingido... mais ou meno...
-
BPS IP - BEHAVIORAL PAIN SCALE - INTUBATED PATIENTS Escala de Avaliação da dor em doentes com intubação endotraqueal e em vent...
-
ESCALA VISUAL DE AVALIAÇÃO DA FLEBITE Adaptado do documento original em: http://flebitiszero.com/app/formacion/formacionP...
-
ESCALA DE STEWARD RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA - CRIANÇAS < 8 ANOS FONTE: http://www.hsp.epm.br/denf/NIEn/enfermage...
-
RX TORAX NORMAL Radiografia de tórax, usualmente chamada de raio-X de tórax é uma imagem semelhante a uma fotografia do coração e d...
-
RELAÇÃO ENTRE LITROS DE 02 E FIO2 POR OCULOS NASAIS GUIA RÁPIDO O fluxo de oxigénio administrado por óculos nasais (também chamados de câ...
-
UM ESPÉCIE DE TABELA DE DILUIÇÕES PARA MEDICAÇÃO ENDOVENOSA Quem é que nunca necessitou de saber que diluição deve ser fei...
-
A dobutamina é uma catecolamina sintética e é indicada para o suporte inotrópico de doentes com estados de hipoperfusão nos qu...




