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segunda-feira, 18 de abril de 2016

RX TORAX E CARECTERÍSTICAS DE DERRAME PLEURAL E PNEUMOTORAX



DERRAME PLEURAL


O derrame pleural é a acumulação anormal de líquido na cavidade pleural.

Normalmente, só uma camada fina de líquido separa as duas membranas da pleura. Uma quantidade excessiva de líquido pode acumular-se por vários motivos, como a insuficiência cardíaca, a cirrose hepática e a pneumonia.

Os outros tipos de líquido que se podem acumular na cavidade pleural podem ser sangue, pus, líquido leitoso e um líquido com alto valor de colesterol.

O sangue na cavidade pleural (hemotórax) é, geralmente, o resultado de uma ferida no tórax. Em ocasiões raras, pode romper-se um vaso sanguíneo dentro da cavidade pleural ou uma zona dilatada da aorta (aneurisma aórtico) derramar sangue nessa cavidade. A hemorragia pode também ser causada pela coagulação defeituosa do sangue. Devido ao facto de o sangue na cavidade pleural não coagular completamente, é relativamente fácil para o médico extraí-lo através de uma agulha ou de um tubo torácico.

O pus na cavidade pleural (empiema) pode acumular-se quando a pneumonia ou o abcesso pulmonar se derrama na cavidade pleural. O empiema pode ser uma complicação de uma pneumonia ou então uma consequência de uma infecção de uma ferida no tórax, de uma cirurgia do tórax, da ruptura do esófago ou de um abcesso no abdómen.

O líquido leitoso na cavidade pleural (quilotórax)
é causado por uma lesão dos principais canais linfáticos do tórax (canal torácico) ou pela obstrução do canal causada por um tumor.

O líquido com um nível alto de colesterol na cavidade pleural é o resultado de um derrame com muito tempo de evolução, como o causado pela tuberculose ou pela artrite reumatóide.


CAUSAS FREQUENTES DO DERRAME PLEURAL

  • Insuficiência cardíaca
  • Baixa concentração de proteínas no sangue
  • Cirrose
  • Pneumonia
  • Blastomicose
  • Coccidioidomicose
  • Tuberculose
  • Histoplasmose
  • Criptococose
  • Abcesso por baixo do diafragma
  • Artrite reumatóide
  • Pancreatite
  • Embolia pulmonar
  • Tumores
  • Lúpus eritematoso sistémico
  • Ciruigia cardíaca
  • Traumatismos do tórax
  • Fármacos como a hidralazina, procainamida, isoniazida, fenitoína, clorpromazinae, às vezes, nitrofurantoína, bromocriptina, dantroleno, procarbacina
  • Colocação incorrecta de sondas de alimentação ou cateteres intravenosos

Sintomas e diagnóstico
Os sintomas mais frequentes, independentemente do tipo de líquido na cavidade pleural ou da sua causa, são a dispneia e a dor no peito. No entanto, muitos indivíduos com derrame pleural não manifestam nenhum sintoma.

Uma radiografia do tórax, que mostra o líquido, é, geralmente, o primeiro passo para o diagnóstico. A tomografia axial computadorizada (TAC) mostra mais claramente o pulmão e o líquido e pode revelar a presença de uma pneumonia, um abcesso do pulmão ou um tumor. Uma ecografia pode ajudar o médico a localizar uma pequena acumulação de líquido, com o fim de a extrair.
Ligação referencia:
http://www.manuaismsd.pt/?id=70&cn=757





PNEUMOTORAX

Um pneumotórax é uma acumulação de ar na cavidade pleural.

O pneumotórax pode formar-se por motivos não identificáveis; os médicos chamam-lhe um pneumotórax espontâneo. Um pneumotórax pode também ser consequência de uma lesão ou de um procedimento clínico que permita que se introduza ar dentro da cavidade pleural, como no caso da toracentese ou da introdução de um Cateter Central.

Normalmente, a pressão na cavidade pleural é inferior à pressão interna dos pulmões. Quando o ar penetra na cavidade pleural, a pressão na pleura torna-se maior do que a pressão interna dos pulmões e o pulmão sofre um colapso de forma parcial ou completa. Às vezes, a maioria dos colapsos pulmonares produz dispneia imediata e aguda.



Tipos de Pneumotorax

O pneumotórax espontâneo simples é causado, geralmente, pela ruptura de uma pequena zona debilitada do pulmão. O processo é mais frequente entre os homens com menos de 40 anos. Os casos de pneumotórax espontâneo simples não são, geralmente, consequência de um esforço. Alguns deles produzem-se durante a imersão ou durante o voo a grandes alturas, aparentemente devido à mudança de pressão nos pulmões. A maioria das pessoas recupera totalmente.

O pneumotórax espontâneo complicad
o ocorre nas pessoas que sofrem de uma doença pulmonar extensa. Muitas vezes, este tipo de pneumotórax é o resultado da ruptura de uma bolha (vesícula com 2 cm ou mais de diâmetro), sobretudo em pessoas de idade avançada que sofrem de enfisema. O pneumotórax espontâneo complicado pode também apresentar-se em pessoas que sofrem de outras afecções pulmonares, como fibrose quística, granuloma eosinófilo, abcesso do pulmão, tuberculose e pneumonia por Pneumocystis carinii. Devido à doença pulmonar subjacente, os sintomas e as consequências, geralmente, pioram no pneumotórax espontâneo complicado.

O pneumotórax de tensão ou hipertensivo é uma forma grave e potencialmente mortal do pneumotórax. Nesta doença, os tecidos que circundam a zona por onde o ar penetra na cavidade pleural, actuam como uma válvula de uma só via, permitindo a entrada de ar, mas não a sua saída. Esta situação provoca uma pressão tão elevada na cavidade pleural que todo o pulmão sofre um colapso e o coração e outras estruturas do mediastino são empurrados para o lado oposto do tórax. Se o pneumotórax de tensão não for rapidamente tratado, pode causar a morte em poucos minutos

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas variam muito e dependem da quantidade de ar que penetrou na cavidade pleural e da porção do pulmão que teve um colapso. Podem consistir numa ligeira dispneia ou numa dor torácica ou então numa dispneia grave, um choque e uma paragem cardíaca potencialmente mortal. Muitas vezes, começam de repente as dores de peito em punhalada e a falta de ar e, às vezes, uma tosse seca. Podem sentir-se dores no ombro, no pescoço ou no abdómen. Os sintomas tendem a ser menos importantes num pneumotórax de desenvolvimento lento do que num de desenvolvimento rápido. Com excepção de um pneumotórax muito grande ou de um pneumotórax de tensão, os sintomas, geralmente, desaparecem à medida que o organismo se adapta ao colapso do pulmão e que este começa lentamente a encher-se de novo.

O exame físico pode geralmente confirmar o diagnóstico. Na auscultação do tórax nota-se que uma parte não transmite o ruído normal da respiração. A traqueia, uma via respiratória larga, que passa pela parte anterior do pescoço, pode ser desviada para um lado por causa de um colapso do pulmão. Uma radiografia do tórax mostra a acumulação de ar e o colapso do pulmão.

Ligação referencia:
http://www.manuaismsd.pt/?id=70&cn=757





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